quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Não sabote a si mesmo- parte 1

Não sabote a si mesmo

Identifique e mude o que lhe impede de concretizar seus desejos

por Yubertson Miranda
Você já se envolveu em uma paquera e, quando estava para assumir o romance, algo ocorreu e lhe impedir de manter o relacionamento? Alguma vez você fez um curso e, antes de se formar, desistiu de finalizá-lo? Esteve para receber uma promoção profissional, mas, no momento de iniciar a nova função, aconteceu alguma coisa que impossibilitou? Vejo nessas situações a possível presença da autossabotagem.

Como gosto de tentar compreender as causas que nos levam a agir de determinada maneira, as autossabotagens sempre me chamaram a atenção. Descobri o quanto é importante identificar em mim o fator que gera ou contribui para uma situação que me impede de viver o que pretendia. E nessas percepções, cheguei à constatação de que a autossabotagem, muitas vezes, surge em função de termos crenças diferentes do que desejamos.

Por exemplo: se eu desejo me relacionar com uma pessoa, crio meios de me aproximar dela. E tento estabelecer diálogo. Tento seduzir e me abro para ser seduzido. Esse processo pode criar as condições de termos uma parceria efetiva. Um compromisso tende a surgir daí. Porém, se eu sempre nutri – com pensamentos, sentimentos e atitudes – a crença de que não tenho valor para ser amado ou de que relacionamentos enriquecedores não existem, esse paradigma poderá me sabotar. E, assim, a parceria que estava sendo construída se rompe, antes de haver um maior envolvimento.

Quanto mais nossas crenças estiverem em sintonia com nossos desejos, temos melhores chances de realizá-los. "Quanto mais nossas crenças estiverem em sintonia com nossos desejos, temos melhores chances de realizá-los. " Porém, o que parece ser um erro de nossa parte (ter uma crença oposta ao que desejamos), pode nos levar ao acerto numa próxima oportunidade. Em outras palavras, a autossabotagem pode nos evidenciar as crenças que estamos nutrindo, seja em qual área de nossa vida for. Se nos sabotamos profissionalmente ou afetivamente, precisamos enxergar com lucidez as crenças desenvolvidas por nós. Elas são mais poderosas do que nossos desejos conscientes. E, portanto, merecem ser compreendidas e mudadas.

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