segunda-feira, 19 de abril de 2010

Respiração e qualidade de vida....

Respiração e qualidade de vida

Exercícios de reeducação respiratória para ganhar mais energia

Nascemos respirando plenamente, porém, a vida sedentária, as emoções pesadas e o stress do dia-a-dia, fazem-nos perder esta capacidade de trazer mais vida para o nosso corpo. Pois a forma como respiramos está diretamente ligada às nossas emoções. Você já reparou como respira de forma diferente quando está ansioso ou agitado? Essas tensões emocionais podem causar contrações musculares. Respirando corretamente, no entanto, a oxigenação relaxa os músculos e permite que as emoções sejam mais facilmente administradas.
Para reaprender a respirar corretamente, podemos realizar exercícios de reeducação respiratória, que se incorporados ao nosso cotidiano, nos garantem mais qualidade de vida. Para começar, conscientize-se de como você respira, se é pelo abdômen ou pela parte alta dos pulmões. Estima-se que a maior parte da população utiliza 10% da capacidade pulmonar. Entretanto, respirar de forma correta consiste em utilizar toda a plenitude pulmonar, parte baixa, média e superior. Entenda melhor:
  • Inspire expandindo o abdômen, depois afaste as costelas e por último leve o tórax para o alto.
  • Ao exalar, esvazie primeiro a parte superior dos pulmões. Logo em seguida, aproxime as costelas e finalmente contraia a barriga.
  • Se tiver dificuldade no início, pode utilizar a respiração baixa que compreende 60% da totalidade dos pulmões. Consiste em ao inspirar descontrair o abdômen e ao expirar contraí-lo.
Depois de assimilar a respiração ampla e consciente, podemos explorar outros aspectos mais profundos. Lembre-se: A forma pela qual respiramos está diretamente relacionada a maneira que interagimos com o mundo ao nosso redor. "A forma pela qual respiramos está diretamente relacionada a maneira que interagimos com o mundo ao nosso redor. " A respiração ampla e lenta está ligada a estados de felicidade, plenitude e realização pessoal. Por outro lado, se é caótica e curta, está correlacionada a estados de tensão e ansiedade.
Coloque em prática o que foi visto acima, ganhe mais energia e cultive emoções construtivas. Este é um grande passo para iniciar profundas transformações na sua vida.
SOBRE O AUTOR
Rafaella
 Coelho
Instrutora de SwáSthya Yôga, adora compartilhar qualidade de vida e autoconhecimento. Ministra aulas particulares ou em grupos na Uni-Yôga Leblon, no Rio de Janeiro

O que penso,dos invejosos da vida..



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... a inveja mata...

Você sente ou é alvo de inveja?

Você sente ou é alvo de inveja?

Combata esta postura negativa reconhecendo seu próprio valor

A saúde como um todo começa nas emoções, é processada pela mente (consciente ou inconsciente) e é materializada no corpo. Todos nós temos sensações que se expressam através de bem-estar, desconforto, insegurança, e temos também emoções como raiva, paixão, desprezo.
Num acesso de raiva, por exemplo, se não pensarmos antes de agir podemos reagir com violência, batendo em alguém, gritando com alguém, quebrando objetos, dirigindo perigosamente. Mas, como nós pensamos e somos conscientes das conseqüências de nossos atos, vamos reprimir nosso impulso e a manifestação da emoção terá sido represada. O que acontece com nosso corpo?
Nosso corpo reage. Não será difícil que, no decorrer do dia, sintamos uma ligeira dor nos músculos do braço, do ombro, ou dores nas articulações do pulso e dos dedos. Também não será de estranhar que depois de um tempo nossa boca comece a amargar e a cabeça comece a doer.
A energia que ficou presa vai desequilibrar esse todo que nós somos e vai se manifestar no corpo físico. Vamos adoecer.
A emoção é uma qualidade de energia, o pensamento outra e o corpo outra. Todas podem ser medidas em laboratório e existem meios para isso, como o eletroencefalograma, aparelhos que detectam alterações na freqüência respiratória, batimentos cardíacos, pressão arterial. Como somos um todo, se desequilibramos qualquer uma delas, todas são afetadas.
Repare: quando estamos amando, nosso corpo é leve; quando estamos preocupados nosso corpo é pesado; quando estamos irritados nosso corpo coça; quando estamos nervosos nosso corpo pulsa.
Nosso corpo nos dá todas as dicas para que possamos compreender qual é a emoção que deve ser trabalhada, mas na maior parte das vezes "esquecemos" de vincular o problema físico a uma emoção anterior. Tratamos a alergia, as dores, a febre, e a causa emocional permanece latente, o que faz com que o problema volte a aparecer na maioria das vezes.
É de fundamental importância que cuidemos do corpo doente, que consultemos um médico e sigamos sua orientação. Mas é igualmente importante ficarmos atentos ao aspecto emocional que gerou a doença física. Os florais são uma terapia completar eficiente para colaborar, senão na cura das doenças do corpo, na suavização dos sintomas. Silenciosamente, as essências vão agindo no sentido de trabalhar as emoções que desencadearam a doença até que, de forma consciente ou não, o indivíduo se fortaleça e consiga obter a melhora desejada: sua recuperação.
SOBRE O AUTOR
Celia 
Lima
Psicoterapeuta Holística, utiliza florais e técnicas da psicossíntese como apoio ao processo terapêutico. Presta atendimento individual e em grupo, e serviços de choaching pessoal, profissional e organizacional

Cuidar das emoções é cuidar do corpo---

Cuidar das emoções é cuidar do corpo

Entenda como a sua saúde emocional afeta a saúde física
A saúde como um todo começa nas emoções, é processada pela mente (consciente ou inconsciente) e é materializada no corpo. Todos nós temos sensações que se expressam através de bem-estar, desconforto, insegurança, e temos também emoções como raiva, paixão, desprezo.
Num acesso de raiva, por exemplo, se não pensarmos antes de agir podemos reagir com violência, batendo em alguém, gritando com alguém, quebrando objetos, dirigindo perigosamente. Mas, como nós pensamos e somos conscientes das conseqüências de nossos atos, vamos reprimir nosso impulso e a manifestação da emoção terá sido represada. O que acontece com nosso corpo?
Nosso corpo reage. Não será difícil que, no decorrer do dia, sintamos uma ligeira dor nos músculos do braço, do ombro, ou dores nas articulações do pulso e dos dedos. Também não será de estranhar que depois de um tempo nossa boca comece a amargar e a cabeça comece a doer.
A energia que ficou presa vai desequilibrar esse todo que nós somos e vai se manifestar no corpo físico. Vamos adoecer.
A emoção é uma qualidade de energia, o pensamento outra e o corpo outra. Todas podem ser medidas em laboratório e existem meios para isso, como o eletroencefalograma, aparelhos que detectam alterações na freqüência respiratória, batimentos cardíacos, pressão arterial. Como somos um todo, se desequilibramos qualquer uma delas, todas são afetadas.
Repare: quando estamos amando, nosso corpo é leve; quando estamos preocupados nosso corpo é pesado; quando estamos irritados nosso corpo coça; quando estamos nervosos nosso corpo pulsa.
Nosso corpo nos dá todas as dicas para que possamos compreender qual é a emoção que deve ser trabalhada, mas na maior parte das vezes "esquecemos" de vincular o problema físico a uma emoção anterior. Tratamos a alergia, as dores, a febre, e a causa emocional permanece latente, o que faz com que o problema volte a aparecer na maioria das vezes.
É de fundamental importância que cuidemos do corpo doente, que consultemos um médico e sigamos sua orientação. Mas é igualmente importante ficarmos atentos ao aspecto emocional que gerou a doença física. Os florais são uma terapia completar eficiente para colaborar, senão na cura das doenças do corpo, na suavização dos sintomas. Silenciosamente, as essências vão agindo no sentido de trabalhar as emoções que desencadearam a doença até que, de forma consciente ou não, o indivíduo se fortaleça e consiga obter a melhora desejada: sua recuperação.
SOBRE O AUTOR
Celia 
Lima
Psicoterapeuta Holística, utiliza florais e técnicas da psicossíntese como apoio ao processo terapêutico. Presta atendimento individual e em grupo, e serviços de choaching pessoal, profissional e organizaciona

É melhor ser feliz ou ter razão?

É melhor ser feliz ou ter razão?

Atitudes orgulhosas podem nos aprisionar e custar um preço alto demais
por Yub
ertson Miranda

Assistindo ao filme O Leitor, do diretor Stephen Daldry, uma característica da personagem de Kate Winslet me chamou a atenção: o orgulho. Hanna Schmitz, vivida por Kate, vai a julgamento e prefere assumir a culpa por algo que não fez a reconhecer um segredo pessoal.
E nós, quantas vezes, ao tomarmos uma atitude orgulhosa, também não nos aprisionamos? Você se lembra de circunstâncias em que preferiu sofrer uma penalidade repleta de dor por causa de seu orgulho?
Enxergamos o quanto é desgastante, por exemplo, lutarmos por fazer valer nossa própria opinião sobre outra, a de alguém muito querido, só porque não queremos admitir que estamos errados. Por orgulho, nos recusamos a reconhecer que o outro está com a razão e nós equivocados. Preferimos insistir no nosso ponto de vista, só porque tememos parecer, de algum modo, inferiores. Teimamos em apresentar uma imagem superior.
Em outras palavras, pagamos um preço muito alto para que essa máscara de falsa superioridade seja mantida. Achamos que esse preço de manter o orgulho intacto será menor do que o incômodo de afirmarmos nossas limitações e erros.
Acabamos, com isso, deixando um rastro de efeitos nocivos ao nosso redor, para nós e para as outras pessoas. É como um médico, por exemplo, que não assume seus limites e mantém orgulhosamente uma fachada de superioridade por aparentar saber fazer certos procedimentos técnicos. Ele poderá ser duramente desmascarado quando chegar um paciente e lhe exigir a execução eficiente desse procedimento que falsamente emite saber. Essa decisão orgulhosa talvez coloque em risco a vida do paciente, leve sofrimento à sua família e decrete o fim de sua carreira. Vale a pena pagar o preço desse orgulho?
Não seria muito mais construtivo e benéfico reconhecer suas limitações, pedir sinceras desculpas por qualquer erro e se dispor a aprender - e corrigir - o que o seu orgulho anteriormente impediu de aprimorar? Além do aprendizado vindo com o aprimoramento, ganha-se a consciência tranquila por ter agido sabiamente. E isso não tem preço, pois traz liberdade perpétua. Afinal, a disposição em aprender nos liberta das amarras do orgulho. É como diz a frase popular: "Entre ser feliz e estar com a razão, prefiro ser feliz."

Para continuar refletindo sobre o tema

Livro O Leitor, de Bernhard Schlink. Editora Record, 239 páginas.
SOBRE O AUTOR
Yubertson Miranda
Yubertson Miranda é numerólogo, astrólogo e tarólogo. Formado em Filosofia. Ama encontrar significado nos eventos do dia-a-dia. É autor das análises numerológicas do Personare.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Fuga de situações ruins

Fuga de situações ruins

Até que ponto encarar a vida com frieza ajuda a superar obstáculos?

por Bruna Rafaele

Assim como as boas emoções, as dores da vida vêm para nós para serem vivenciadas em toda sua intensidade. Quando sentimos raiva ou vontade de chorar, precisamos viver isso e descobrir a razão dessas sensações. Fingir frieza é muito comum, é uma tentativa de sublimar a dor. Mas no fundo só aumenta a artificialidade e distancia a pessoa do momento presente.
O quanto você foge das suas situações ruins? Você foge, por exemplo, para não ter que tomar uma atitude importante sobre um relacionamento que não lhe traz nada de bom, não soma e só subtrai as suas energias? O quanto você se desrespeita para fazer a cara de que nada de ruim está acontecendo enquanto por dentro está tudo desmoronando?
Para vermos um bom contraste entre pessoas que ao passar por situações difíceis se afastam de sua essência enquanto outras se mantêm em si, temos um exemplo interessante no filme "Grande menina, pequena mulher". Os dois personagens principais são Molly, a babá, uma ex-patricinha que perdeu tudo e teve que se virar para ter o que comer e a menininha, Ray, que carrega o peso do mundo com toda seriedade e suas manias de doença.
A babá segue sua fase da vida conturbada aprendendo a ser uma adulta, mas sem se esquecer de sua criança interior que se diverte e brinca com tudo que vê pela frente. Enquanto isso, a verdadeira criança da história é seca, rígida e vê o mundo todo cinza. Não gosta de brincar com outras meninas de sua idade e prefere a disciplina severa à infância.

Da próxima vez que passar por situações ruins, pergunte-se e reflita

Numa situação de tensão, você tenta parar um minuto e busca o equilíbrio ou finge que tudo está bem, que não há problemas acontecendo?
Você costuma ter uma visão do mundo cinza e sem graça ou super colorido e entusiástico?
As pessoas geralmente falam que você aparenta ter mais idade do que realmente tem? Em que situações isso acontece? Quando estão elogiando alguma atitude madura sua ou quando você se comporta como uma velhinha rabugenta que só reclama de tudo?
Escolhi esse exemplo para mostrar que podemos viver as dores da vida sem precisar perder a nossa essência e a conexão com quem somos de verdade. Ao invés de fugir dos problemas, podemos tentar enxergá-los com os olhos de nossa criança interior. Sabemos que as dores trazem aprendizados, mas o processo de amadurecimento não precisa ser frio, com nossas emoções congeladas.
SOBRE O AUTOR
Bruna 
Rafaele
Mestre em Estudo da Linguagem, dá consultas metafísicas pessoalmente e pela internet. Faz workshops e palestras sobre espiritualidade no Brasil e no exterior

Vença a timidez e se mostre sem medo

Vença a timidez e se mostre sem medo

Não tema o outro, permita-se ser observado exatamente como é

É natural sentir vergonha quando se é observado. Mas, ultimamente, tenho atendido muitos casos de pessoas que me procuram e relatam que sentem grande desconforto em situações nas quais precisam interagir com o outro, seja no trabalho ou em relacionamentos afetivos.
Através do aconselhamento metafísico eu venho identificando nessas pessoas uma mesma característica: elas sofreram algum tipo de trauma num relacionamento e se fecharam para o mundo. Criaram uma barreira de proteção que o corpo interpreta como um medo muito grande de se relacionar novamente.
Estas pessoas sentem tremores, calafrios e grande ansiedade quando precisam se expressar e interagir com outras pessoas, principalmente no primeiro contato. Esse sofrimento passado em suas mentes surge como um alerta para que seus corpos entrem em situação de defesa e, assim, vivem neste ciclo de proteção - mesmo que não haja necessidade.
Você deixa de ir a determinados lugares com medo de encontrar com alguém que lhe deixa embaraçado?"Você deixa de ir a determinados lugares com medo de encontrar com alguém que lhe deixa embaraçado?" Você se sente mal tendo que falar em público? Você se incomoda quando conversa com alguém que lhe olha nos olhos? Você não gosta de ser percebido pelos outros?
Viver bem significa ser você mesmo e, ao mesmo tempo, entrar em contato com as pessoas que lhe rodeiam da melhor maneira possível. Lembra como você costumava se comportar socialmente quando era criança? Normalmente os pequenos agem sem se incomodar tanto com os olhos alheios.
Mas, ao crescer, nós ficamos muito preocupados com a imagem que passamos para os outros e, pos isso, podemos entrar num ciclo vicioso de querer agradar a todos ao nosso redor. Isso é impossível, é uma corrida frenética que nunca tem fim. Afinal, sempre vamos encontrar pessoas que não se satisfazem com nossa maneira única de ser.
Por meio do aconselhamento metafísico, a pessoa consegue compreender que o mais importante é ser ela mesma e se sentir bem consigo mesma. Dessa forma, reduz essa timidez excessiva e pode até perceber que criava uma cortina de proteção e que, na verdade, ela não é tão tímida quanto julgava.
Para que você tenha noção se sofre de algum grau de distúrbio de fobia social, se questione: você vê o outro como um inimigo em potencial? Sente-se realmente muito incomodado quando é observado, achando que vai ser criticado ou julgado?
Caso você perceba em você um medo muito grande de interagir com os outros, busque orientação de um profissional que possa lhe ajudar, para que possa sentir-se melhor. Dê atenção a esses sintomas, para que eles não lhe impeçam de se relacionar de forma saudável com outras pessoas.
SOBRE O AUTOR
Bruna 
Rafaele
Mestre em Estudo da Linguagem, dá consultas metafísicas pessoalmente e pela internet. Faz workshops e palestras sobre espiritualidade no Brasil e no exterior
 

 

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Um reencontro com a sua natureza

Um reencontro com a sua natureza

Conheça o Biochip, projeto que promove a alimentação natural

"Como saber se o verde que eu vejo é o mesmo que o que você vê?". Essa pergunta, feita por Ana Branco aos sete anos de idade, representava o início de um caminho de descobertas no ramo da gastronomia natural. Fundadora do projeto Biochip, localizado na Pontifícia Universidade Católicado Rio de Janeiro(PUC-Rio), Ana Branco tem a missão de levar para as pessoas a esperança da reaproximação com a natureza, em um mundo tão imediatista.
O Programa de Convivência Biochip é um grupo aberto de estudo, pesquisa e desenho com modelos vivos que é oferecido pela professora e seu grupo aos alunos da universidade e à comunidade. A forma de vida natural é objetivo principal da pesquisa, que busca reintegrar o homem às suas origens - uma espécie de conexão com a nossa essência.
O nome "Biochip" traça um paralelo entre a molécula presente na semente e a molécula presente num chip de computador - trata-se de silício envolto em água, que é presente em toda a natureza e serve como armazenador de toda memória das sementes. O objetivo do programa é investigar como as cores, odores, sabores e informações presentes nas frutas e sementes - revitalizadas pela germinação - podem beneficiar os humanos."O objetivo do programa é investigar como as cores, odores, sabores e informações presentes nas frutas e sementes - revitalizadas pela germinação - podem beneficiar os humanos." Alguns exercícios desenvolvidos pelo grupo de estudo buscam entrar em contato com essa realidade, através de experimentos como a feira do desenho vivo, produção de mandalas com sumo de frutas e sementes, com a intenção de provocar o interesse pelo natural e suas potencialidades.

Permita-se seduzir pela natureza

Segundo o site do projeto, a pesquisa Biochip encontra reflexo na agricultura ecológica em relação à Terra: "na agricultura convencional, quando uma lagarta come uma planta, ataca-se a lagarta para se defender a planta. Na prática ecológica, ao invés de agir diretamente na planta, o que é trabalhado é a Terra, o ecossistema, a base onde a planta pode buscar seus nutrientes com um mínimo de esforço, absorvendo nutrientes, já decompostos pelo metabolismo da Terra".
Essa mesma ideia é válida para nosso corpo. "As misturas de cores, sabores e texturas dos pratos naturais são uma oportunidade de reaproximação dos pigmentos da terra", diz Ana Branco. O objetivo é se deixar seduzir pela natureza e sentir o encantamento produzido em nós. Para Ana, a reconexão não é um sacrifício, mas uma felicidade. Só através do encantamento a gente pode recuperar a conexão, tão desgastada atualmente pela falta de tempo, correria e outros fatores da vida moderna. Que tal vivenciar esse reencontro com a sua natureza?
Confira abaixo o bate-papo com Ana Branco, precursora do programa Biochip.
Revista Personare: Qual foi o passo inicial para o surgimento das ideias divulgadas pelo Biochip?
Ana: Tudo começou aos 7 anos de idade, quando peguei uma folha na rua e perguntei para minha professora do colégio: "como a gente sabe se o verde que você enxerga é o mesmo que o meu?". Eu só tive resposta para essa pergunta cinqüenta anos depois. Isso aconteceu quando eu conheci Humberto Maturano, biólogo chileno. Nos seus estudos, ele afirma que cada um enxerga um verde diferente, tem um sabor diferente. Nosso olhar e sentidos são diferenciados porque dependem diretamente da nossa memória afetiva, visual, olfativa... Depende do que nós associamos para aquele verde. Se era a roupa da mãe enquanto amamentava, por exemplo.
Revista Personare: Essa memória afetiva seria um link para a forma como nós percebemos a natureza?
Ana: Sim. A forma como nós percebemos o nosso afeto. Nossos afetos representam tudo aquilo que nos afeta. Tudo que de alguma maneira estabelece um laço de contato que tem vida e vinda, ou seja, os dois se transformam por esse afeto. Dessa forma, se você se encanta com esse pêssego da índia que acabou de cair da arvore , se ele ver que eu fiquei doida por conta daquele cheiro e fui lá buscar, a árvore fica encantada também com o fato de eu ter recebido o presente que ela deu. Eu me encanto porque eu adoro o perfume e o sabor e ela também. Dá motivos dela continuar colocando pêssegos da índia no meu caminho, de continuar me abençoando. Então isso vale pra uma bromélia, para um cachorro, para uma criança, para uma lua, estrela. Você vai perceber que o encantamento vai te nutrir muitas horas, muito mais do que se você estivesse comendo uma comida apenas pelo sabor. Você começa a entender um sentimento chamado pertencimento, eu pertenço a essa terra.
Revista Personare: Nesse contexto, qual a importância do contato da natureza para os humanos? Como realizá-lo?
Ana: Esse contato somente pode ser realizado através do encantamento. Essa reconexão não é um sacrifício, mas um pura felicidade. Quando a manga cái da árvore ela usa essa isca para atrair as pessoas, assim como os pássaros. Quando observamos esse movimento, as árvores ficam contentes pois elas nasceram com essa intenção de nos seduzir. E nós recuperamos nosso papel de seres humanos, de sermos abençoados pelo que a natureza nos oferece.
Revista Personare: Como sermos gratos a isso?
Ana: Além do encantamento, costumamos agradecer o desenho (ou qualquer conexão com a natureza) com uma música guarani (linguagem indígena) que significa: "eu agradeço à mãe pela comida boa que ela dá".
Revista Personare: Quais os perigos da nossa alimentação atualmente?
Ana: O pão tem uma substância chamada acrilamida, que é um veneno letal. No momento, as últimas pesquisas que estão sendo feitas (na Suíça, Bélgica, França) estão descobrindo que isso é uma notícia alarmante porque pode abalar a indústria alimentícia no mundo já que basicamente tudo que comemos possui a acrilamida. Batata-frita, aipim cozido, pão... O que possui amido quando cozido gera acrilamida, portanto, resíduo alimentar!
Revista Personare: Como buscar informações sobre o programa Biochip?
Ana: Não publico livros para não desrespeitar as florestas, mas possuímos um site com todo conteúdo do nosso estudo. Até 2008, tivemos aproximadamente 4 milhões de acessos. O trabalho acontece na PUC do Rio de Janeiro. Durante as quintas-feiras do período letivo, temos uma feira do desenho vivo, onde fazemos os desenhos e oferecemos gratuitamente a toda comunidade, entre 11 e 14 h. Todos estão convidados a participar!

Para continuar refletindo sobre o tema:

Site do Biochip - http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/anabranc/
SOBRE O AUTOR
Rachel 
Lopes
Apreciadora da gastronomia natural, atua como personal chef. Jornalista especializada em alimentação e saúde, está sempre se reciclando através de cursos culinários.

Reveja sua história e fortaleça-se!!!!

Reveja sua história e fortaleça-se

Reveja sua história e fortaleça-se

por Marcelo Guerra

Vivemos um tempo em que cada pessoa busca, com diferentes graus de empenho, compreender-se melhor como indivíduo. Frutos deste tempo são a psicanálise, a antroposofia, a teosofia, o humanismo, as diversas correntes psicoterápicas e a aproximação da filosofia com estas correntes.
O ser humano tem hoje maior consciência de si do que em séculos passados, o que gera mais questionamentos. Nossas decisões deixaram de ser guiadas unicamente pela lógica das circunstâncias externas e passaram a levar em conta nosso mundo interior, nossas aspirações, nossos desejos. Cada vez mais temos notícias de pessoas que largaram carreiras bem sucedidas em termos de dinheiro e prestígio, para dedicarem-se a uma vida mais simples, mas que corresponde a uma busca interior de mais tempo junto às pessoas queridas, à possibilidade de dedicar-se a um hobby, ou a outro interesse qualquer que não diretamente ligado à profissão de origem. Exemplos deste movimento são executivos que trocam os escritórios por uma pousada numa praia escondida no litoral.

Respostas estão na própria vida

Nosso eu interior, nosso mundo interno, cada vez fala mais alto e exige mais respostas. As perguntas centrais são: "Quem eu sou, afinal? O que eu quero fazer com a minha vida? O que estou fazendo?" É aí que reside a importância da Terapia Biográfica. Porque não há melhor material para entendermos o que queremos das nossas vidas do que a história de nossas próprias vidas. Nossas questões essenciais em relação a nossas vidas só podem ser respondidas no contexto da vida em si. O que traz respostas reais são os fatos da vida que levamos até aqui, como reagimos a eles, como os criamos, como os sentimos, como os transformamos em padrões, e porque não conseguimos sair destes padrões." O que traz respostas reais são os fatos da vida que levamos até aqui, como reagimos a eles, como os criamos, como os sentimos, como os transformamos em padrões, e porque não conseguimos sair destes padrões." Estas respostas são a chave para que, através do pensamento e do sentimento, possamos agir no sentido de modificar nossas vidas, tornando-as plenas de sentido.
Através do trabalho biográfico, o participante treina um distanciamento em relação à sua própria vida, como se a visse como uma paisagem. Com o prosseguimento do trabalho, é preciso criar um senso de responsabilidade por sua própria biografia, depois de entender pequenas frações da sua história, saindo do lugar de vítima das circunstâncias. Através deste trabalho, uma pessoa pode sair da posição de deixar as coisas acontecerem a ela e assumir a direção de sua própria vida.

Metas de mudança

Este não é um processo fácil ou mágico, do tipo "vou fazer umas atividades numa tarde, relembrar algumas coisas e tudo vai entrar nos eixos." Não, este é um processo que pode ser longo e cansativo, e geralmente nem um pouco fácil. Afinal, a pessoa se defronta com fatos que preferiria deixar debaixo do tapete da memória para sempre, não fossem eles causadores de tantos outros sofrimentos e padrões de comportamento dolorosos. E quando você começa a trabalhar com estes fatos e compreendê-los, você pode chegar a escolhas para o futuro, totalmente baseadas na sua biografia. Esta é a essência da Terapia Biográfica: unir o passado, o presente e o futuro ao redor da questão de cada um, para que a pessoa possa tomar a vida em suas próprias mãos."Esta é a essência da Terapia Biográfica: unir o passado, o presente e o futuro ao redor da questão de cada um, para que a pessoa possa tomar a vida em suas próprias mãos."
A Terapia Biográfica é aplicada de diversas formas, em diferentes situações. Os encontros biográficos, que duram quatro dias, são oportunidades de rever toda a história de forma panorâmica, como se você estivesse olhando do alto de uma montanha para a sua vida. Dessa experiência pode-se separar o que é essencial do que é acessório. Esta visão panorâmica é apoiada por atividades artísticas, neste caso em especial a aquarela, em que muito se diz sem palavras. O momento final é dedicado a estabelecer o seu próprio programa de metas de mudanças, baseado exclusivamente no que você viu nesse panorama. É uma oportunidade realmente intensiva, pois eu pergunto: quando é possível dirigir nosso olhar para a nossa própria história por quatro dias? Ser prioridade para si mesmo por quatro dias? As pessoas que participam dos panoramas biográficos saem muito motivadas a mudar no que é preciso (obtêm uma clareza bem maior do que é preciso mudar), pois enxergam o que é essencial nas suas vidas. E este é o objetivo maior da Terapia Biográfica, uma rerapia antroposófica.
SOBRE O AUTOR
Marcelo
 Guerra
Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico, co-fundador do DAO Terapias. Faz atendimentos individuais, para casais e grupos, em Nova Friburgo, Juiz de Fora e Niterói.

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